A Dra Evelyn Vinocur estará presente na CONFERÊNCIA DA LIGA MUNDIAL EUROPÉIA SOBRE TRANSTORNOS HIPERCINÉTICOS,
de 26-28 de Maio de 2010, Amsterdam, Holanda.
SOBRE O EVENTO:
O TDAH ou Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma área de inúmeras pesquisas em ciência básica em todo o mundo. O objetivo das pesquisas científicas é a melhor compreensão da natureza do TDAH a fim de estimular inovações terapêuticas. Busca-se promover o intercâmbio de idéias e dados para facilitar a colaboração entre cientistas e clínicos que trabalham na área de TDAH, para melhora do atendimento aos pacientes e suas famílias.
Os membros da Rede Européia de Transtornos Hipercinéticos (Eunethydis) desenvolveram Guidelines e anseiam em mostrar como essas diretrizes podem ser aplicadas na prática, enquanto outras foram envolvidas no processo de reformulação da taxonomia clínica atual, pelo Comitê do DSM-V
.
Emocionantes resultados serão apresentados e focarão no papel dos fatores genéticos e ambientais, desenvolvimentos recentes no campo da neurociência do TDAH com base em estudos de neuroimagem, para novas abordagens para diagnóstico e tratamento. Novas descobertas sobre a relação clínica do TDAH com o TOD - Transtorno de Conduta, Transtornos Emocionais e Dificuldades de Aprendizagem serão apresentados.
COMITÊ CIENTÍFICO:
Prof. Joseph Sergeant, Eunethydis and Scientific Committee Chairman / The Netherlands
Prof. Tobias Banaschewski / Germany
Dr. David Coghill / UK
Prof. Edmund Sonuga-Barke / UK / Belgium
Prof. Eric Taylor / UK
Prof. Alessandro Zuddas / Italy
Conference venue: Vrije Universiteit Amsterdam
Hoofdgebouw VU, De Boelelaan 1105, 1081 HV Amsterdam University
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domingo, 2 de maio de 2010
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
GAB-III próximo encontro = dia 06 de Outubro de 2009.
GAB - III
DIA - 06 DE OUTUBRO DE 2009
HORA - 17 HS
LOCAL: AV 28 DE SETEMBRO 389 - AUDITÓRIO - SÉTIMO ANDAR.
(PEDIMOS PARA CONFIRMAR O NOME DOS PRESENTES PARA O EMAIL:
evelnvn@hotmail.com)
O GAB - Grupo Afetivo Bipolar, é o nosso Grupo de apoio a pessoas com transtorno Bipolar e seu familiares e amigos. O GAB é aberto a crianças, adolescentes e adultos, recebendo também profissionais de diversas áreas que se interessam em conhecer e saber mais sobre o tema. Pelo fato do pouco conhecimento sobre o Transtorno Bipolar e pela importância positiva que o tratamento multidisciplinar exerce no seu tratamento, profissionais de outras áreas também são bem-vindos. No dia primeiro de Setembro realizamos o GAB-II, que contou com a presença de mais de trinta presentes. Ao final, fizemos um pequeno lanche. Vários depoimentos foram dados e questões colocadas para reflexão. Foi distribuído um texto para leitura e tres questionários para serem preenchidos. Aos que saíram antes da distribuição do texto, daremos no GAB-III.
No dia 06 de Outubro de 2009, teremos o GAB-III, as 17 horas, no auditório do sétimo andar da Av 28 de Setembro 389, perto da Escola de Samba Vila Isabel. A equipe do GAB espera por vocês. Até lá.
Evelyn Vinocur
domingo, 24 de maio de 2009
Distúrbio respiratório no TDAH é comum e pode passar despercebido.
Criança com TDAH respira mal quando dorme.
O TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é caracterizado por uma gama de problemas relacionados à falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Esses problemas são causados por alterações no desenvolvimento de algumas áreas cerebrais que funcionam mais lentamente, causando dificuldades à criança em sua vida diária. O TDAH é um distúrbio biopsicossocial, ou seja, é fortemente influenciado por fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais, que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados. Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 10% da população ao longo da vida. O diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos sociais, familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas crianças e seus familiares. Estudos mostram que através de um diagnóstico e tratamento corretos, um grande número dos problemas como repetência escolar, abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou até mesmo evitado.
Sabemos que a presença outras patologias são a regra no curso do TDAH e não a exceção. Por isso devemos ficar atentos à problemas auditivos, visuais, transtornos de aprendizagem, distúrbios da coordenação motora, transtornos psiquiátricos diversos entre outros. Problemas dos sono estão presentes em percentual razoável nessas crianças, sendo comum a sonolência excessiva durante a tarde. Por isso, é fundamental a investigação sobre dos distúrbios obstrutivos respiratórios do sono em crianças com TDAH, uma vez que o problema dificulta as crianças de prestarem atenção e aprenderem o conteúdo das disciplinas escolares como os outros alunos. Alem disso, elas ficam agitadas ou às vezes apáticas, por conta do problema respiratório.O uso da telerradiografia em norma lateral como auxiliar no diagnóstico dos Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono em Crianças com TDAH foi desenvolvido pela Unicamp – SP e realizado em crianças com distúrbios de aprendizagem. Quando respiramos com dificuldade, a respiração alterada leva ao que chamamos de dessaturação, ou seja, prejuízo da oxigenação em áreas do cérebro como a área pré-frontal, que é a área mais comprometida no TDAH, agravando ainda mais o quadro.
Como a criança não dorme bem, pode prejudicar a atenção, a conduta e o aprendizado. Por isso é importante a família e os professores terem informações sobre esse assunto e ficarem atentos aos alunos.
Especialistas em TDAH precisam fazer uma triagem da parte respiratória em toda criança diagnosticada como tal. Se elas apresentam o problema, é importante diagnosticar se elas têm também os Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono, ou os dois. Avaliação odontológica é fundamental também, pois a criança pode ter atresia dos maxilares, o que acaba fragmentando a passagem do ar pelas vias aéreas e diminuindo o espaço de passagem do ar. Temos sempre que perguntar se a criança dorme bem, se ela ronca e se respira pelo nariz. Crianças que dormem de barriga para cima ficam com a ponta da língua baixa e não no céu da boca e podem ficar com a via aérea muito reduzida, até mesmo fechar em direção da garganta. a adenóide, as amígdalas e os maxilares. Importante também a avaliação da úvula, amígdalas e adenóides, além de desvio de septo.
Não é normal a criança roncar, falar à noite, ter refluxo gastroesofágico, ranger os dentes (bruxismo), transpiração da cabeça e do tórax (excessiva), enurese noturna (fazer xixi na cama até 7 ou 8 anos) e movimento das pernas inquietas durante o sono, ou agitar as pernas e mãos durante o dia. Também podem apresentar problemas como a rinite alérgica crônica e amigdalites que atrapalham muito a respiração. Como a criança não consegue respirar de forma eficiente, ela tem um sono agitado e essa reação que ela apresenta é o corpo se movimentando devido a dificuldade da respiração. A criança pode ainda ter pesadelos e acordar gritando. A identificação desses distúrbios do sono pode ser percebida logo ao nascer pelos pais, melhor verificada pelos pediatras. Os pais muitas vezes percebem as agitações do sono, mas não as relacionam com fatores que podem aumentar a hiperatividade, prejudicar a atenção e o aprendizado nas crianças com TDAH. Também devem ser investigados os fatores como congestionamento nasal, apinhamento dental, palato ogival, lábios entreabertos, inflamação clínica das tonsilas palatinas, úvula (campainha) alongada e mau hálito.
O TDAH, para ser adequadamente tratado necessita, como vemos, de uma avaliação clínica detalhada por profissional capacitado neste tipo de atendimento.
O TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é caracterizado por uma gama de problemas relacionados à falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Esses problemas são causados por alterações no desenvolvimento de algumas áreas cerebrais que funcionam mais lentamente, causando dificuldades à criança em sua vida diária. O TDAH é um distúrbio biopsicossocial, ou seja, é fortemente influenciado por fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais, que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados. Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 10% da população ao longo da vida. O diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos sociais, familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas crianças e seus familiares. Estudos mostram que através de um diagnóstico e tratamento corretos, um grande número dos problemas como repetência escolar, abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou até mesmo evitado.
Sabemos que a presença outras patologias são a regra no curso do TDAH e não a exceção. Por isso devemos ficar atentos à problemas auditivos, visuais, transtornos de aprendizagem, distúrbios da coordenação motora, transtornos psiquiátricos diversos entre outros. Problemas dos sono estão presentes em percentual razoável nessas crianças, sendo comum a sonolência excessiva durante a tarde. Por isso, é fundamental a investigação sobre dos distúrbios obstrutivos respiratórios do sono em crianças com TDAH, uma vez que o problema dificulta as crianças de prestarem atenção e aprenderem o conteúdo das disciplinas escolares como os outros alunos. Alem disso, elas ficam agitadas ou às vezes apáticas, por conta do problema respiratório.O uso da telerradiografia em norma lateral como auxiliar no diagnóstico dos Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono em Crianças com TDAH foi desenvolvido pela Unicamp – SP e realizado em crianças com distúrbios de aprendizagem. Quando respiramos com dificuldade, a respiração alterada leva ao que chamamos de dessaturação, ou seja, prejuízo da oxigenação em áreas do cérebro como a área pré-frontal, que é a área mais comprometida no TDAH, agravando ainda mais o quadro.
Como a criança não dorme bem, pode prejudicar a atenção, a conduta e o aprendizado. Por isso é importante a família e os professores terem informações sobre esse assunto e ficarem atentos aos alunos.
Especialistas em TDAH precisam fazer uma triagem da parte respiratória em toda criança diagnosticada como tal. Se elas apresentam o problema, é importante diagnosticar se elas têm também os Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono, ou os dois. Avaliação odontológica é fundamental também, pois a criança pode ter atresia dos maxilares, o que acaba fragmentando a passagem do ar pelas vias aéreas e diminuindo o espaço de passagem do ar. Temos sempre que perguntar se a criança dorme bem, se ela ronca e se respira pelo nariz. Crianças que dormem de barriga para cima ficam com a ponta da língua baixa e não no céu da boca e podem ficar com a via aérea muito reduzida, até mesmo fechar em direção da garganta. a adenóide, as amígdalas e os maxilares. Importante também a avaliação da úvula, amígdalas e adenóides, além de desvio de septo.
Não é normal a criança roncar, falar à noite, ter refluxo gastroesofágico, ranger os dentes (bruxismo), transpiração da cabeça e do tórax (excessiva), enurese noturna (fazer xixi na cama até 7 ou 8 anos) e movimento das pernas inquietas durante o sono, ou agitar as pernas e mãos durante o dia. Também podem apresentar problemas como a rinite alérgica crônica e amigdalites que atrapalham muito a respiração. Como a criança não consegue respirar de forma eficiente, ela tem um sono agitado e essa reação que ela apresenta é o corpo se movimentando devido a dificuldade da respiração. A criança pode ainda ter pesadelos e acordar gritando. A identificação desses distúrbios do sono pode ser percebida logo ao nascer pelos pais, melhor verificada pelos pediatras. Os pais muitas vezes percebem as agitações do sono, mas não as relacionam com fatores que podem aumentar a hiperatividade, prejudicar a atenção e o aprendizado nas crianças com TDAH. Também devem ser investigados os fatores como congestionamento nasal, apinhamento dental, palato ogival, lábios entreabertos, inflamação clínica das tonsilas palatinas, úvula (campainha) alongada e mau hálito.
O TDAH, para ser adequadamente tratado necessita, como vemos, de uma avaliação clínica detalhada por profissional capacitado neste tipo de atendimento.
domingo, 1 de março de 2009
Transtorno Bipolar continua com a idade

A pesquisadora e psiquiatra americana Barbara Geller apresentou seu primeiro estudo longitudinal de follow-up, com uma amostra de jovens diagnosticados com Disordem Bipolar na vida adulta. No início da pesquisa, a idade média foi de 11 anos, foram investigados 115 pacientes por 8 anos. Na época, 54 deles estavam com mais de 18 anos, sugerindo continuidade com sintomas observados previamente. Morbidade, em termos de número de semanas com doença foi extremamente alta e 35,2% faziam abuso de substância psicoativa. Do mesmo modo que as crianças nesse importante estudo amadureceram ao longo da última década, as pesquisas em Disordem Bipolar na criança também aumentaram. De 1986 a 1986, 15 artigos foram publicados sobre Transtorno Bipolar do Humor infantil. De 1997 a 2007, o número subiu para 294. Esse “boom” contribui para aumentar a conscientização de que a doença mental séria não “re-surge” novamente quando os indivíduos chegam na idade adulta, e sim reflete processo precoce do desenvolvimento. Essa noção traz profundas implicações para pesquisas futuras, enfatizando a necessidade de mais pesquisas longitudinais como a de Geller, pesquisas fisiopatológicas em crianças, estudos comparando adultos e adolescentes com Transtorno do Humor Bipolar e estudos em jovens de família de risco para Disordem Bipolar.
Em relação a Disordem Bipolar, o que aprendemos desde 1986?
Usando-se técnicas de entrevistas parecidas com as usadas em adultos, vemos que crianças que preenchem critérios para Disordem Bipolar podem ser claramente identificadas. Um consenso diz que casos inequívocos de Transtorno Bipolar ocorrem tanto em pré-adolescentes como em adolescentes. Entretanto, enquanto há concordância de que casos clássicos ocorrem, questões ainda pairam sobre as fronteiras dos fenótipos. Alguns pesquisadores sugerem que uma síndrome com irritabilidade severa e sintomas de TDAH, sem episódios maníacos claros, é uma forma de apresentação desenvolvimental do Disordem Bipolar. Pesquisas mostram que Disordem Bipolar em crianças, como em adultos, tipicamente preencherão critérios para um alto numero de outras condições que estão no DSM-IV-IV. Existe um consenso de que casos inequívocos de Disordem Bipolar ocorrem em crianças e em adolescentes. Entretanto, enquanto existe uma concordância da ocorrência de casos clássicos em crianças e adolescentes, questões permanecem quanto as fronteiras dos fenótipos, o que afeta a prevalência conhecida. Por exemplo, foi sugerido que a síndrome que compreender irritação severa e sintomas TDAH-like, mesmo sem episódios maníacos distintos, é uma apresentação desenvolvimental do Disordem Bipolar. É sabido também que crianças com Disordem Bipolar preenchem, tipicamente, critérios para vários outros diagnósticos da DSM-IV. Resta saber, se esses achados refletem comorbidade verdadeira, referências induzidas, limitações do nosso atual sistema diagnóstico ou patologia compartilhada. Crianças diagnosticadas como tendo Disordem Bipolar são típica e severamente comprometidas, com recaídas freqüentes e períodos mínimos de remissão, reforçando a grande necessidade de que mais estudos rigorosos sobre tratamento e intervenções sejam feitos.
Há uma particular necessidade para estudos randomizados, placebo-controlados porque dados preliminares dessas pesquisas sugerem que medicamentos freqüentemente usados para tratar Disordem Bipolar em criança mostram padrões inconsistentes de benefícios quando comparados ao placebo. Como na depressão infantil, não se pode afirmar que as drogas sejam efetivas como são no tratamento do Disordem Bipolar em adultos. Além do mais, esses medicamentos correm o risco de levarem a sérios efeitos colaterais, sem que se possa prever ainda os efeitos a longo prazo, em crianças. Intervenções cognitivas, comportamentais e educacionais, incluindo as que se mostram promissoras no adulto com Disordem Bipolar, também deveria ser objeto de pesquisas controladas e randomizadas em crianças. O que nos trará a próxima década em termos de pesquisa de Disordem Bipolar infantil? Sem resposta ainda, pesquisas futuras repousarão nos ombros dos estudos fenomenológicos pré-existentes. Esperamos por marcadores biológicos. Só assim seremos capazes de diferenciar Disordem Bipolar pediátrica de outras síndromes infantis caracterizadas por alterações de humor e comportamentos disruptivos, o que vai facilitar o desenvolvimento de tratamentos mais específicos do que os que temos hoje. A estrutura que serve de base para a pesquisa dessa nova era vem dos estudos da neurociência, neuroimagem e de insights no campo da genética de doenças complexas.Em genética, achados em diversas áreas da medicina sugerem que o aparecimento precoce da doença esteja associado à carga genética pesada, daí os estudos em Disordem Bipolar em criança serem particularmente informativos. Tais pesquisas são necessárias e precisam avançar com o objetivo de maior compreensão do Disordem Bipolar como um transtorno do desenvolvimento. Crianças de risco para Disordem Bipolar representam uma importante prioridade de Saúde Pública e uma relativamente única oportunidade tanto de observar o desenvolvimento de uma doença psiquiátrica altamente hereditária bem como identificar fatores promotores de resiliência.
Em relação a Disordem Bipolar, o que aprendemos desde 1986?
Usando-se técnicas de entrevistas parecidas com as usadas em adultos, vemos que crianças que preenchem critérios para Disordem Bipolar podem ser claramente identificadas. Um consenso diz que casos inequívocos de Transtorno Bipolar ocorrem tanto em pré-adolescentes como em adolescentes. Entretanto, enquanto há concordância de que casos clássicos ocorrem, questões ainda pairam sobre as fronteiras dos fenótipos. Alguns pesquisadores sugerem que uma síndrome com irritabilidade severa e sintomas de TDAH, sem episódios maníacos claros, é uma forma de apresentação desenvolvimental do Disordem Bipolar. Pesquisas mostram que Disordem Bipolar em crianças, como em adultos, tipicamente preencherão critérios para um alto numero de outras condições que estão no DSM-IV-IV. Existe um consenso de que casos inequívocos de Disordem Bipolar ocorrem em crianças e em adolescentes. Entretanto, enquanto existe uma concordância da ocorrência de casos clássicos em crianças e adolescentes, questões permanecem quanto as fronteiras dos fenótipos, o que afeta a prevalência conhecida. Por exemplo, foi sugerido que a síndrome que compreender irritação severa e sintomas TDAH-like, mesmo sem episódios maníacos distintos, é uma apresentação desenvolvimental do Disordem Bipolar. É sabido também que crianças com Disordem Bipolar preenchem, tipicamente, critérios para vários outros diagnósticos da DSM-IV. Resta saber, se esses achados refletem comorbidade verdadeira, referências induzidas, limitações do nosso atual sistema diagnóstico ou patologia compartilhada. Crianças diagnosticadas como tendo Disordem Bipolar são típica e severamente comprometidas, com recaídas freqüentes e períodos mínimos de remissão, reforçando a grande necessidade de que mais estudos rigorosos sobre tratamento e intervenções sejam feitos.
Há uma particular necessidade para estudos randomizados, placebo-controlados porque dados preliminares dessas pesquisas sugerem que medicamentos freqüentemente usados para tratar Disordem Bipolar em criança mostram padrões inconsistentes de benefícios quando comparados ao placebo. Como na depressão infantil, não se pode afirmar que as drogas sejam efetivas como são no tratamento do Disordem Bipolar em adultos. Além do mais, esses medicamentos correm o risco de levarem a sérios efeitos colaterais, sem que se possa prever ainda os efeitos a longo prazo, em crianças. Intervenções cognitivas, comportamentais e educacionais, incluindo as que se mostram promissoras no adulto com Disordem Bipolar, também deveria ser objeto de pesquisas controladas e randomizadas em crianças. O que nos trará a próxima década em termos de pesquisa de Disordem Bipolar infantil? Sem resposta ainda, pesquisas futuras repousarão nos ombros dos estudos fenomenológicos pré-existentes. Esperamos por marcadores biológicos. Só assim seremos capazes de diferenciar Disordem Bipolar pediátrica de outras síndromes infantis caracterizadas por alterações de humor e comportamentos disruptivos, o que vai facilitar o desenvolvimento de tratamentos mais específicos do que os que temos hoje. A estrutura que serve de base para a pesquisa dessa nova era vem dos estudos da neurociência, neuroimagem e de insights no campo da genética de doenças complexas.Em genética, achados em diversas áreas da medicina sugerem que o aparecimento precoce da doença esteja associado à carga genética pesada, daí os estudos em Disordem Bipolar em criança serem particularmente informativos. Tais pesquisas são necessárias e precisam avançar com o objetivo de maior compreensão do Disordem Bipolar como um transtorno do desenvolvimento. Crianças de risco para Disordem Bipolar representam uma importante prioridade de Saúde Pública e uma relativamente única oportunidade tanto de observar o desenvolvimento de uma doença psiquiátrica altamente hereditária bem como identificar fatores promotores de resiliência.
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