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terça-feira, 5 de julho de 2011

Grupo implementado GABrio vence em 1º lugar em concurso nacional


O GRUPO DE APOIO GABrio,COORDENADO PELA PSIQUIATRA EVELYN VINOCUR GANHOU O PRIMEIRO LUGAR DO CONCURSO NACIONAL PRÊMIO CONVIVENDO!!

O GABrio ATENDE PORTADORES E FAMILIARES DE PORTADORES DE TRANSTORNOS AFETIVOS!
PARABÉNS PARA O GABrio E SUA EQUIPE!!

OBRIGADA A TODOS QUE ACREDITARAM NESTE SONHO!!

EM BREVE TEREMOS UM EVENTO PARA A PREMIAÇÃO!!

ABS
EVELYN VINOCUR

domingo, 2 de maio de 2010

CONFERÊNCIA DA LIGA MUNDIAL EUROPÉIA SOBRE TRANSTORNOS HIPERCINÉTICOS, AMSTERDAM

A Dra Evelyn Vinocur estará presente na CONFERÊNCIA DA LIGA MUNDIAL EUROPÉIA SOBRE TRANSTORNOS HIPERCINÉTICOS,
de 26-28 de Maio de 2010, Amsterdam, Holanda.

SOBRE O EVENTO:
O TDAH ou Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma área de inúmeras pesquisas em ciência básica em todo o mundo. O objetivo das pesquisas científicas é a melhor compreensão da natureza do TDAH a fim de estimular inovações terapêuticas. Busca-se promover o intercâmbio de idéias e dados para facilitar a colaboração entre cientistas e clínicos que trabalham na área de TDAH, para melhora do atendimento aos pacientes e suas famílias.

Os membros da Rede Européia de Transtornos Hipercinéticos (Eunethydis) desenvolveram Guidelines e anseiam em mostrar como essas diretrizes podem ser aplicadas na prática, enquanto outras foram envolvidas no processo de reformulação da taxonomia clínica atual, pelo Comitê do DSM-V
.
Emocionantes resultados serão apresentados e focarão no papel dos fatores genéticos e ambientais, desenvolvimentos recentes no campo da neurociência do TDAH com base em estudos de neuroimagem, para novas abordagens para diagnóstico e tratamento. Novas descobertas sobre a relação clínica do TDAH com o TOD - Transtorno de Conduta, Transtornos Emocionais e Dificuldades de Aprendizagem serão apresentados.

COMITÊ CIENTÍFICO:
Prof. Joseph Sergeant, Eunethydis and Scientific Committee Chairman / The Netherlands
Prof. Tobias Banaschewski / Germany
Dr. David Coghill / UK
Prof. Edmund Sonuga-Barke / UK / Belgium
Prof. Eric Taylor / UK
Prof. Alessandro Zuddas / Italy

Conference venue: Vrije Universiteit Amsterdam
Hoofdgebouw VU, De Boelelaan 1105, 1081 HV Amsterdam University

terça-feira, 20 de abril de 2010

GRUPO DE APOIO A PAIS E PORTADORES DE TDAH




GRUPO DE APOIO AO TDAH COM INCENTIVO À LEITURA

para pais, portadores e profissionais das áreas de Saúde e Educação

DIA: 04 de MAIO de 2010 (terça-feira)

HORA: 19:00 horas

LOCAL: Av 28 de Setembro, 389 - Sétimo Andar - Auditório. Ed. Vila Trade Center - Vila Isabel - Rio de Janeiro

PALESTRANTE: Dra. Clisânger Ferreira Gonçalves, Procuradora de Justiça Titular da 12a Vara da Infância e Adolescência

TEMA: O Estatuto da Criança e do Adolescente e o Ato Infracional

Ao final, será servido um lanche e sortearemos o livro do Prof. Paulo Mattos, No Mundo da Lua

O Grupo é coordenado pela Evelyn Vinocur - Neuropsiquiatra de crianças, adolescentes e adultos e especialista em TDAH

A sua presença é importante para nós!

Para mais informações:
21 2576-5198

Abs

domingo, 11 de outubro de 2009

GAB-III - COMO FOI o encontro do dia 06 de Outubro de 2009.

Na terça-feira passada, dia 06 de Outubro de 2009, foi realizado mais um encontro do GRUPO GAB, ou Grupo Afetivo Bipolar, em Vila Isabel.

O grupo é moderado pela neuropsiquiatra EVELYN VINOCUR, que atende crianças, adolescentes e adultos com transtornos de ordem emocional.
Estiveram presentes cerca de vinte participantes, entre familiares e portadores, inclusive adolescentes.

*** POR VONTADE DO GRUPO, EM TODOS OS ENCONTROS DO GAB, FAREMOS, DAS 17 ÀS 18 HORAS, O GRUPO-DE-ESTUDOS GAB, ONDE ESTUDAREMOS AS TÉCNICAS COGNITIVO-COMPORTAMENTAIS MAIS RECENTES PARA O MANEJO DO TRANSTORNO BIPOLAR.
*** SEGUIREMOS PREFERENCIALMENTE, O LIVRO QUE TAMBÉM FOI LANÇAMENTO DO SIMPÓSIO, QUE É VENCENDO O TRANSTORNO BIPOLAR.

**** A PARTIR DAS 15 HS, O AUDITÓRIO FICARÁ ABERTO PARA OS PARTICIPANTES QUE QUISEREM CHEGAR MAIS CEDO. VAI FICAR RESERVADO DAS 15 ÀS 17HS, PARA OS PARTICIPANTES, COMO UM ESPAÇO SOCIAL,
UM GAB-POINT.

LEMBRANDO QUE O PRÓXIMO ENCONTRO GAB SERÁ NO DIA 10 DE NOVEMBRO, AS 17 HORAS, NO MESMO LOCAL.

QQ DÚVIDA = 21 2576-5198 // 21 9989-5798.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

GAB-III próximo encontro = dia 06 de Outubro de 2009.


GAB - III


DIA - 06 DE OUTUBRO DE 2009
HORA - 17 HS
LOCAL: AV 28 DE SETEMBRO 389 - AUDITÓRIO - SÉTIMO ANDAR.
(PEDIMOS PARA CONFIRMAR O NOME DOS PRESENTES PARA O EMAIL:



evelnvn@hotmail.com)

O GAB - Grupo Afetivo Bipolar, é o nosso Grupo de apoio a pessoas com transtorno Bipolar e seu familiares e amigos. O GAB é aberto a crianças, adolescentes e adultos, recebendo também profissionais de diversas áreas que se interessam em conhecer e saber mais sobre o tema. Pelo fato do pouco conhecimento sobre o Transtorno Bipolar e pela importância positiva que o tratamento multidisciplinar exerce no seu tratamento, profissionais de outras áreas também são bem-vindos. No dia primeiro de Setembro realizamos o GAB-II, que contou com a presença de mais de trinta presentes. Ao final, fizemos um pequeno lanche. Vários depoimentos foram dados e questões colocadas para reflexão. Foi distribuído um texto para leitura e tres questionários para serem preenchidos. Aos que saíram antes da distribuição do texto, daremos no GAB-III.

No dia 06 de Outubro de 2009, teremos o GAB-III, as 17 horas, no auditório do sétimo andar da Av 28 de Setembro 389, perto da Escola de Samba Vila Isabel. A equipe do GAB espera por vocês. Até lá.

Evelyn Vinocur





domingo, 30 de agosto de 2009

Transtorno Afetivo Bipolar – II GRUPO GAB


PRÓXIMO ENCONTRO:

DIA 01 DE SETEMBRO DE 2009,

TERÇA-FEIRA,

17:00 HORAS.

PEDIMOS QUE CHEGUEM UM POUCO ANTES PARA PREENCHIMENTO DE FICHA DE COMPARECIMENTO.

TEL 21 2576-5198 OU 21 9989-5798.

O transtorno do humor bipolar – THB – pode ser uma condição potencialmente devastadora na vida de quem o possui e é a sexta causa mais comum de incapacidade entre adultos jovens. Embora seu mecanismo de ação ainda não seja totalmente compreendido, este é um momento de otimismo para o campo do Transtorno do Humor Bipolar e seus familiares. Afinal, a neurociência começa a entender mais sobre as causas genéticas e ambientais. Além disso, inúmeras opções de medicamentos de última geração e com novos mecanismos de ação apontam para tratamentos mais eficazes, mais duradouros e com muito poucos efeitos colaterais, além de serem medicamentos neuroprotetores.
Este também tem sido um momento de evidência no progresso de diversos tratamentos de ordem psicossocial para portadores de Transtorno do Humor Bipolar (PTHB), com eficácia terapêutica significativa e hoje sabidamente parte integrante do tratamento . É claro que o caminho ainda é árduo e longo, com muitos obstáculos a serem ainda transpostos, em particular na redução do tempo entre o início dos sintomas e o início do diagnóstico e tratamento, que em muitos casos pode levar até dez anos. Vale a pena ressaltar que o Brasil já desponta como um dos expoentes em pesquisa nessa área (Fávio Kapczinski e col, 2009). (Adaptado do texto de Michael Berck – President of The International Society for Bipolar Disorders, 2009).
Em função de todas as variáveis descritas acima e pelo entendimento da importância que o Transtorno do Humor Bipolar demanda, pela sua alta complexidade e urgencia de um diagnóstico e tratamentos acurados, a Dra Evelyn Vinocur, especialista em saúde mental da família, neuropsiquiatra e psicoterapeuta – de adultos e crianças – está iniciando mais um projeto em grupo, desta vez, é o PROJETO GAB – grupo de acolhimento e de estudo sobre o Transtorno do Humor Bipolar. O GAB é um grupo gratuito, aberto, que recebe portadores, familiares e profissionais das áreas de saúde mental e de outras áreas, que queiram aprender mais sobre o transtorno bipolar. O GAB recebe também crianças e adolescentes portadores e seus familiares.
O GAB é realizado mensalmente, na cidade do Rio de Janeiro, no bairro de Vila Isabel, sob a coordenação da Dra Evelyn Vinocur. É gratuito, portanto sem fins lucrativos. Aos interessados, pedimos que escrevam para o email:
evelynvin@hotmail.com – para tirar dúvidas e colocar o nome das pessoas que irão ao encontro.
Até lá!
Abraços,
Evelyn Vinocur

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Dra Evelyn Vinocur & Prof Joseph Sergeant, IV Congresso ABDA


DRA EVELYN VINOCUR COM O PROF JOSEPH SERGEANT, DA CLINICAL NEUROPSYCHOLOGY, VRIJE UNIVERSITEIT, AMSTERDAM, HOLLAND
IV Congresso Internacional da ABDA, no Rio de JAneiro, dias 31 de Julho e 1* de Agosto de 2009, sobre o TDAH / DDA, ou Transtorno de Déficit de Atenção e Hipertividade ou Distúrbio de Deficit de Atenção.

domingo, 24 de maio de 2009

Distúrbio respiratório no TDAH é comum e pode passar despercebido.

Criança com TDAH respira mal quando dorme.
O TDAH ou Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade é caracterizado por uma gama de problemas relacionados à falta de atenção, hiperatividade e impulsividade. Esses problemas são causados por alterações no desenvolvimento de algumas áreas cerebrais que funcionam mais lentamente, causando dificuldades à criança em sua vida diária. O TDAH é um distúrbio biopsicossocial, ou seja, é fortemente influenciado por fatores genéticos, biológicos, sociais e vivenciais, que contribuem para a intensidade dos problemas experimentados. Foi comprovado que o TDAH atinge 3% a 10% da população ao longo da vida. O diagnóstico precoce e tratamento adequado podem reduzir drasticamente os conflitos sociais, familiares, escolares, comportamentais e psicológicos vividos por essas crianças e seus familiares. Estudos mostram que através de um diagnóstico e tratamento corretos, um grande número dos problemas como repetência escolar, abandono dos estudos, depressão, distúrbios de comportamento, problemas vocacionais e de relacionamento, bem como abuso de drogas, pode ser adequadamente tratado ou até mesmo evitado.
Sabemos que a presença outras patologias são a regra no curso do TDAH e não a exceção. Por isso devemos ficar atentos à problemas auditivos, visuais, transtornos de aprendizagem, distúrbios da coordenação motora, transtornos psiquiátricos diversos entre outros. Problemas dos sono estão presentes em percentual razoável nessas crianças, sendo comum a sonolência excessiva durante a tarde. Por isso, é fundamental a investigação sobre dos distúrbios obstrutivos respiratórios do sono em crianças com TDAH, uma vez que o problema dificulta as crianças de prestarem atenção e aprenderem o conteúdo das disciplinas escolares como os outros alunos. Alem disso, elas ficam agitadas ou às vezes apáticas, por conta do problema respiratório.O uso da telerradiografia em norma lateral como auxiliar no diagnóstico dos Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono em Crianças com TDAH foi desenvolvido pela Unicamp – SP e realizado em crianças com distúrbios de aprendizagem. Quando respiramos com dificuldade, a respiração alterada leva ao que chamamos de dessaturação, ou seja, prejuízo da oxigenação em áreas do cérebro como a área pré-frontal, que é a área mais comprometida no TDAH, agravando ainda mais o quadro.
Como a criança não dorme bem, pode prejudicar a atenção, a conduta e o aprendizado. Por isso é importante a família e os professores terem informações sobre esse assunto e ficarem atentos aos alunos.
Especialistas em TDAH precisam fazer uma triagem da parte respiratória em toda criança diagnosticada como tal. Se elas apresentam o problema, é importante diagnosticar se elas têm também os Distúrbios Obstrutivos Respiratórios do Sono, ou os dois. Avaliação odontológica é fundamental também, pois a criança pode ter atresia dos maxilares, o que acaba fragmentando a passagem do ar pelas vias aéreas e diminuindo o espaço de passagem do ar. Temos sempre que perguntar se a criança dorme bem, se ela ronca e se respira pelo nariz. Crianças que dormem de barriga para cima ficam com a ponta da língua baixa e não no céu da boca e podem ficar com a via aérea muito reduzida, até mesmo fechar em direção da garganta. a adenóide, as amígdalas e os maxilares. Importante também a avaliação da úvula, amígdalas e adenóides, além de desvio de septo.
Não é normal a criança roncar, falar à noite, ter refluxo gastroesofágico, ranger os dentes (bruxismo), transpiração da cabeça e do tórax (excessiva), enurese noturna (fazer xixi na cama até 7 ou 8 anos) e movimento das pernas inquietas durante o sono, ou agitar as pernas e mãos durante o dia. Também podem apresentar problemas como a rinite alérgica crônica e amigdalites que atrapalham muito a respiração. Como a criança não consegue respirar de forma eficiente, ela tem um sono agitado e essa reação que ela apresenta é o corpo se movimentando devido a dificuldade da respiração. A criança pode ainda ter pesadelos e acordar gritando. A identificação desses distúrbios do sono pode ser percebida logo ao nascer pelos pais, melhor verificada pelos pediatras. Os pais muitas vezes percebem as agitações do sono, mas não as relacionam com fatores que podem aumentar a hiperatividade, prejudicar a atenção e o aprendizado nas crianças com TDAH. Também devem ser investigados os fatores como congestionamento nasal, apinhamento dental, palato ogival, lábios entreabertos, inflamação clínica das tonsilas palatinas, úvula (campainha) alongada e mau hálito.
O TDAH, para ser adequadamente tratado necessita, como vemos, de uma avaliação clínica detalhada por profissional capacitado neste tipo de atendimento.

sábado, 23 de maio de 2009

UMA REVOLUÇÃO NA MEDICINA: A MEDICINA PERSONALIZADA

Exame genético determina dose de Medicamento para cada paciente.
Instituto da USP desenvolve 1.º teste do tipo no País; medida reduz efeito adverso e melhora eficácia do tratamento
O novo exame poderá aumentar a eficácia e reduzir os efeitos colaterais de tratamentos com psicofármacos, analgésicos, remédios para cardiopatias, câncer, epilepsia e outras doenças. O Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (IPq-USP)desenvolveu um exame genético que ajuda a determinar a dose certa de medicamento para cada paciente. A velocidade com que o organismo processa ou elimina uma droga varia de pessoa para pessoa. A diferença explica porque a mesma quantidade de remédio causa efeitos adversos em alguns indivíduos e pode ser ineficaz para outros. O novo teste mostra a resposta do organismo de cada paciente a uma variedade de medicamentos – psicofármacos, analgésicos, remédios contra cardiopatias, câncer – e viabiliza oajuste personalizado da prescrição. O exame avalia os genes responsáveis pela produção de duas enzimas do fígado: a CYP2D6 e a CYP2C19. Elas atuam no metabolismo de 75%dos medicamentos. Tais genes não são iguais em todas as pessoas. Apresentam formas diferentes, conhecidas como alelos. Os pesquisadores do IPq identificam quais alelosestão presentes no genoma de cada paciente.Há uma associação direta entre o alelo encontrado e a resposta ao remédio.“A pesquisa começou com uma paciente que não melhorava com nada”, recorda Wagner Gattaz, presidente do conselho do IPq e diretor do Laboratório de Neurociências, responsável pelo exame. Aos 10 anos, Talita (nome fictício) apresentou um quadro de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Durante sete anos, passou por sete consultórios diferentes e experimentou vários remédios. Nenhum funcionou. A família cogitou viajar aos Estados Unidos em busca de um tratamento eficaz. Dr. Gattaz sabia da existência de um exame para medir a ação das duas enzimas nos Estados Unidos, mas enviar o material seria sempre uma alternativa cara e demorada. Resolveu desenvolver teste semelhante no Laboratório de Neurociências que dirige. A coordenadora de genética do laboratório, Elida Benquique Ojopi, conduziu as pesquisas. Quando o exame ficou pronto, foi aplicado em Talita. Descobriu que ela é “metabolizadora ultrarrápida”: seu organismo elimina o remédio antes de ele exercer o efeito terapêutico. Hoje Talita toma uma dose 6 vezesmaior do que a usual sem ter efeito colateral. Há três anos não apresenta sinal da doença.“Minha filha está na faculdade, tem vida normal e muitos amigos”, conta a mãe de Talita. “Eu nunca prescreveria uma dose seis vezes maior sem o novo exame”, diz Gattaz.“Seria muito arriscado.” O metabolismo de vários antidepressivos, por exemplo, depende das duas enzimas. Estima-se que a dosagem em 25% das prescrições receberia ajustesdepois do exame genético. NO BRASIL Elida conta que médicos têm encaminhado pacientes para realizar o exame no instituto. Cerca de 250 pessoas utilizaram o serviço. Até agora, a ocorrência de alelos que não demandam correção na dosagem foi igual para os dois genes: cerca de 62% dos pacientes analisados. “Exames como esse representam o início de uma nova fase no tratamento das pessoas – a medicina personalizada”, afirma odiretor do Laboratório de Neurociências. Ele considera provável que,em um futuro próximo,as informações obtidas no teste sobre as duas enzimas farão parte do registro clínico de qualquer paciente, como hoje ocorre com outras informações como o tipo de sangue.Nos Estados Unidos, três empresas realizam o exame, que custa, em média, R$ 1.900. OIPq cobra cerca de R$ 500 pelo teste, que não recebe cobertura do Sistema Único de Saúde (SUS). “O dinheiro é reinvestido em pesquisas do instituto”, aponta Gattaz.

domingo, 22 de março de 2009

AUTO RELATO DE UMA PROFESSORA


COMO FICA O NOSSO SISTEMA EDUCACIONAL?

O QUE VOCÊ FARIA?


"Dr(a) Evelyn, infelizmente hoje meu aluno TDAH foi pego com intorpecentes dentro da escola, depois descobri que ele fez uso no ambiente interno da escola e que já teve 3 passagens pela DCA e em uma delas foi por latrocínio.A conduta da escola foi expulsão do aluno...Me senti incapaz de ajuda - ló , foi horrível...A polícia, ali, revistando ele ; e ele é claro até tentou fugir da polícia, pois estava com o tênis cheio de drogas.Estou me sentindo muito triste, queria ter feito a diferença na vida deste aluno e não consegui...Sei que agora ele ficará por aí nas ruas, com os "amigos" onde ele se sente aceito e querido e longe da escola. E me pergunto: o que o sistema educacional faz por alunos assim? Nada... ?"
Atenciosamente

domingo, 1 de março de 2009

Transtorno Bipolar continua com a idade


A pesquisadora e psiquiatra americana Barbara Geller apresentou seu primeiro estudo longitudinal de follow-up, com uma amostra de jovens diagnosticados com Disordem Bipolar na vida adulta. No início da pesquisa, a idade média foi de 11 anos, foram investigados 115 pacientes por 8 anos. Na época, 54 deles estavam com mais de 18 anos, sugerindo continuidade com sintomas observados previamente. Morbidade, em termos de número de semanas com doença foi extremamente alta e 35,2% faziam abuso de substância psicoativa. Do mesmo modo que as crianças nesse importante estudo amadureceram ao longo da última década, as pesquisas em Disordem Bipolar na criança também aumentaram. De 1986 a 1986, 15 artigos foram publicados sobre Transtorno Bipolar do Humor infantil. De 1997 a 2007, o número subiu para 294. Esse “boom” contribui para aumentar a conscientização de que a doença mental séria não “re-surge” novamente quando os indivíduos chegam na idade adulta, e sim reflete processo precoce do desenvolvimento. Essa noção traz profundas implicações para pesquisas futuras, enfatizando a necessidade de mais pesquisas longitudinais como a de Geller, pesquisas fisiopatológicas em crianças, estudos comparando adultos e adolescentes com Transtorno do Humor Bipolar e estudos em jovens de família de risco para Disordem Bipolar.
Em relação a Disordem Bipolar, o que aprendemos desde 1986?
Usando-se técnicas de entrevistas parecidas com as usadas em adultos, vemos que crianças que preenchem critérios para Disordem Bipolar podem ser claramente identificadas. Um consenso diz que casos inequívocos de Transtorno Bipolar ocorrem tanto em pré-adolescentes como em adolescentes. Entretanto, enquanto há concordância de que casos clássicos ocorrem, questões ainda pairam sobre as fronteiras dos fenótipos. Alguns pesquisadores sugerem que uma síndrome com irritabilidade severa e sintomas de TDAH, sem episódios maníacos claros, é uma forma de apresentação desenvolvimental do Disordem Bipolar. Pesquisas mostram que Disordem Bipolar em crianças, como em adultos, tipicamente preencherão critérios para um alto numero de outras condições que estão no DSM-IV-IV. Existe um consenso de que casos inequívocos de Disordem Bipolar ocorrem em crianças e em adolescentes. Entretanto, enquanto existe uma concordância da ocorrência de casos clássicos em crianças e adolescentes, questões permanecem quanto as fronteiras dos fenótipos, o que afeta a prevalência conhecida. Por exemplo, foi sugerido que a síndrome que compreender irritação severa e sintomas TDAH-like, mesmo sem episódios maníacos distintos, é uma apresentação desenvolvimental do Disordem Bipolar. É sabido também que crianças com Disordem Bipolar preenchem, tipicamente, critérios para vários outros diagnósticos da DSM-IV. Resta saber, se esses achados refletem comorbidade verdadeira, referências induzidas, limitações do nosso atual sistema diagnóstico ou patologia compartilhada. Crianças diagnosticadas como tendo Disordem Bipolar são típica e severamente comprometidas, com recaídas freqüentes e períodos mínimos de remissão, reforçando a grande necessidade de que mais estudos rigorosos sobre tratamento e intervenções sejam feitos.
Há uma particular necessidade para estudos randomizados, placebo-controlados porque dados preliminares dessas pesquisas sugerem que medicamentos freqüentemente usados para tratar Disordem Bipolar em criança mostram padrões inconsistentes de benefícios quando comparados ao placebo. Como na depressão infantil, não se pode afirmar que as drogas sejam efetivas como são no tratamento do Disordem Bipolar em adultos. Além do mais, esses medicamentos correm o risco de levarem a sérios efeitos colaterais, sem que se possa prever ainda os efeitos a longo prazo, em crianças. Intervenções cognitivas, comportamentais e educacionais, incluindo as que se mostram promissoras no adulto com Disordem Bipolar, também deveria ser objeto de pesquisas controladas e randomizadas em crianças. O que nos trará a próxima década em termos de pesquisa de Disordem Bipolar infantil? Sem resposta ainda, pesquisas futuras repousarão nos ombros dos estudos fenomenológicos pré-existentes. Esperamos por marcadores biológicos. Só assim seremos capazes de diferenciar Disordem Bipolar pediátrica de outras síndromes infantis caracterizadas por alterações de humor e comportamentos disruptivos, o que vai facilitar o desenvolvimento de tratamentos mais específicos do que os que temos hoje. A estrutura que serve de base para a pesquisa dessa nova era vem dos estudos da neurociência, neuroimagem e de insights no campo da genética de doenças complexas.Em genética, achados em diversas áreas da medicina sugerem que o aparecimento precoce da doença esteja associado à carga genética pesada, daí os estudos em Disordem Bipolar em criança serem particularmente informativos. Tais pesquisas são necessárias e precisam avançar com o objetivo de maior compreensão do Disordem Bipolar como um transtorno do desenvolvimento. Crianças de risco para Disordem Bipolar representam uma importante prioridade de Saúde Pública e uma relativamente única oportunidade tanto de observar o desenvolvimento de uma doença psiquiátrica altamente hereditária bem como identificar fatores promotores de resiliência.